Diluição de óleos essenciais: Prepare formulações eficientes e seguras com eles.

Óleos essenciais (OEs) são substâncias extremamente complexas, carregadas de princípios ativos, e é necessário que seja feita uma diluição para usarmos eles na nossa pele. Primeiro porque na maioria das vezes não conseguiríamos absorver todos os benefícios trazidos por uma quantidade muito grande do OE (e essa quantidade grande pode ser uma gota!), e acabaríamos desperdiçando essa matéria-prima tão preciosa. Outro motivo é a possibilidade de irritação e alergias provocadas pelos OEs, que é uma possibilidade grande quando não se respeita as diluições seguras.

O desafio então é fazer um preparado que tenha uma quantia de OE mínima suficiente para que seja eficiente e ao mesmo tempo uma proporção segura, que evite reações alérgicas e sensibilidades.

Falando novamente porque esse é um ponto crucial: OEs são extremamente puros e formado por moléculas com princípios ativos que atuam muito fortemente no nosso corpo. Não menospreze seu poder. Provavelmente você verá receitas na internet que indicam quantidades maiores de OE, siga a sua consciência de escolha. Maiores quantidades nem sempre levam a melhores resultados, até porque nosso corpo possui limites em relação à possibilidade de assimilação dos componentes. As quantidades descritas aqui são as utilizadas na Harmonie e trazem os melhores resultados já observados.

Quantidades indicadas de OE

Em tratamentos com OE aplicados na pele, trabalha-se com a observação do local que vai receber a aplicação. E de acordo com cada um desses locais, e também dependendo da sensibilidade da parte do corpo, da necessidade ou não de um tratamento intensivo, define-se a proporção de OE utilizada, e se faz a diluição.

Como fazer a diluição

O primeiro passo é escolher a base que irá usar (creme neutro, gel neutro, óleo vegetal, shampoo neutro, etc.). Para isso é necessário observar fatores como o benefício que se espera do produto, o local a ser aplicado e o tempo de contato necessário.

Se a base escolhida for sólida ou semissólida, use um recipiente de vidro ou cerâmica muito limpo para fazer a mistura. Caso sua base seja líquida, é possível adicionar os OEs diretamente no frasco escolhido, agitando a mistura após a adição. Isso é o básico da diluição.

Mas é preciso ser muito criterioso nas quantidades! Uma convenção básica que usamos na aromaterapia é a de que 1mL de OE equivale a 25 gotas. A partir disso podemos usar a famosa “regra de 3” e saber exatamente quantas gotas de OE precisamos em nossa preparação.

Exemplo 1

Digamos que você vai preparar 30mL de um creme para o rosto com óleo essencial de gerânio.

Para a área do rosto, como vimos, a porcentagem de OE utilizada é de 0,5%.

Segundo a regrinha então, montamos a equação da seguinte forma:

30mL (quantidade do creme) ——- 100% (da formulação)

X (quantidade de OE) —————– 0,5% (da formulação)

Multiplicamos os termos na diagonal:

30mL * 0,5% = 100% * X

15mL% = 100%*X

X = 15mL% / 100%

X = 0,15mL

Essa é a quantidade de OE, em mL, que devemos adicionar ao creme.

Agora fazemos outra continha como essa para descobrir quantas gotas são equivalentes a esses 0,15mL.

Sabemos que 1mL é equivalente a 25 gotas.

1mL —— 25 gotas

0,15mL ———– X

Multiplicamos os termos diagonais:

0,15mL * 25 gotas = 1mL * X

3,75mL*gotas = X*1mL

X = 3,75mL*gotas / 1mL

X = 3,75 gotas

Como não é possível dividir as gotas, precisamos arredondar esse resultado. Você decide se quer adicionar 3 ou 4 gotas. Lembrando que o produto será usado no rosto, que é uma área muito sensível.

Exemplo 2

É o mesmo caso, manipulação de um creme para o rosto com gerânio. Mas aí você resolve adicionar um outro OE, palmarosa, digamos. Como fazer?

A quantidade final de OE será aquela mesma calculada anteriormente, 3 ou 4 gotas. A questão agora é estudar os benefícios e precauções necessárias dos dois OEs e decidir se quer colocar quantidades iguais de cada um, se um deles merece mais destaque com quantidade maior, ou ainda se algum deles precisa ser adicionado em menor quantidade por causar irritação ou por ser tóxico.

Nesse exemplo, a palmarosa deve ser usada em quantidades bem pequenas, por ser irritante à pele em maiores proporções.

Então resolvemos o creme do nosso exemplo assim:

30mL de creme base neutro

2 gotas de OE de gerânio

1 gota de OE de palmarosa

Uma formulação segura, com diluição correta, que não irá irritar a pele, e que trará resultados positivos para o rosto.

Lembre-se de que, no uso dos óleos essenciais, menos é sempre mais. Os OEs são incríveis, ajudam mesmo. Mas é preciso ter muita responsabilidade no uso.

Esperamos que esse texto tenha lhe esclarecido em relação aos cálculos e cuidados que devemos ter na hora de diluir nossos OEs para utilização.

Os óleos essenciais da Harmonie, 100% puros, e vários outros produtos você encontra em nossa loja virtual.

É dessa forma que você faz os cálculos de diluição? Conhece outro método? Conta pra gente.

LDL: Por que ele é o colesterol ruim e como livrar-se dele.

Nesse texto vamos mostrar o que é o colesterol, os diferentes tipos que existem, o motivo pelo qual o LDL é tão temido e o que ele causa no nosso corpo. E também vamos te apresentar o óleo essencial de Tomilho, um super aliado para quando os seus níveis de colesterol estão mais altos do que deveriam.

O que é Colesterol

O colesterol é um tipo de gordura presente em todas as células no nosso corpo, e é muito importante para o funcionamento adequado das nossas funções. Ele é essencial para a formação das membranas de todas as nossas células, para a produção de vários hormônios, para digestão de alimentos gordurosos e para metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K).

Aproximadamente 70% do colesterol é produzido pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% são provenientes da alimentação.

Os “diferentes tipos” de colesterol – LDL e HDL

Já deu pra perceber que o colesterol é fundamental, né? Precisamos dele em vários processos no nosso corpo. Só que precisamos na quantidade certa.

O “meio de transporte” do colesterol no corpo é o sangue, mas sozinho ele não consegue entrar no fluxo. Para viajar através da corrente sanguínea e alcançar toda as partes do corpo, o colesterol precisa de um transportador. Aí que entram as lipoproteínas, aquelas siglas que com certeza você já ouviu falar.

LDL (Low-density lipoprotein). Responsável pelo colesterol “ruim”, porque transporta colesterol do sangue para os tecidos, onde ele se acumula.

HDL (High-density lipoprotein). Responsável pelo colesterol “bom”. Faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve para o fígado, que vai mandá-lo para fora do corpo através dos intestinos.

Como age o colesterol no nosso corpo. O LDL vai sendo depositado nas artérias e o HDL é responsável pela desobstrução.

Colesterol é um só, quem muda são as proteínas que o transportam pelo corpo.

A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol. Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL, enquanto que o consumo de gorduras insaturadas, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promovem a produção do HDL. Por isso uma dieta saudável é tão importante.

O que ele causa no nosso corpo

O LDL alto traz várias consequências, como a pressão alta, ateriosclerose (entupimento dos vasos sanguíneos) e a insuficiência cardíaca. O aumento dos níveis de colesterol no corpo é chamado de dislipidemia.

O grande problema é que colesterol alto não apresenta qualquer sintoma. A dislipidemia é uma doença silenciosa. Então muitas vezes quando a pessoa vai fazer um exame simples de sangue acaba descobrindo que seus níveis de colesterol estão nas alturas, sem nem ter imaginado que sofria desse mal.

Métodos de controle

Para controlar o colesterol se recomenda dieta, a prática exercícios físicos regulares e, se estiver acima do peso, emagrecer.

Os medicamentos usados normalmente para redução do LDL e aumento do HDL são as estatinas, que inibem a enzima do fígado que é responsável pela produção de colesterol.

Porém hoje se sabe que os níveis de colesterol podem ser controlados também através de outro mecanismo. Bom, já vimos que o LDL é favorecido quando consumimos gorduras saturadas e trans. Ocorre que, durante seu caminho através do sangue, o LDL vai sofrendo um processo que se chama oxidação. Esse processo gera resíduos, que vão se depositando nas artérias, e formam a arteriosclerose, que é o entupimento desses canais. E este novo método de controle trabalha justamente aí, ele impede que ocorra essa oxidação, e consequentemente não há deposição nas artérias, e não há entupimento.

E onde o óleo essencial de Tomilho pode ajudar?

Uma classe de compostos orgânicos tem se mostrado muito eficiente nessa inibição da oxidação do LDL, são os fenóis. E o óleo essencial (OE) de Tomilho contém um dos maiores índices de fenóis entre os OEs.

Em uma pesquisa desenvolvida pela faculdade de farmácia da universidade de Montpelier na França em parceria com a universidade da Califórnia, várias espécies de tomilho se mostraram bastante ativas nesse sentido. Segundo os autores da pesquisa, Teissedre & Waterhouse (2000), esse OE, abundante em timol, carvacrol, cuminol e eugenol, apresentou inibição de 20-27% na oxidação da LDL, que é um número bem grande para os padrões de estudo.

E como eu posso usar essa maravilha?

Daiana Petry recomenda:

Creme neutro para combater o colesterol

100g de creme neutro

3 gotas de tomilho

10 gotas de cipreste

Usar por 30 a 60 dias. Aplicar no corpo após o banho. 

Inalação

Uma gota de OE de Tomilho todos os dias no difusor pessoal durante 30 dias. 

PINHEIRO, Pedro. Colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos. Disponível em: <http://www.mdsaude.com/2008/11/colesterol-bom-hdl-e-colesterol-ruim.html>

TEISSEDRE, P.L.; WATERHOUSE, A.L. Inhibition of oxidation of human low-density lipoproteins by phenolic substances in different essential oils varieties, Journal of Agricultural and Food Chemistry, v.48, n.9, p.3801-5, 2000.

Óleos essenciais: Formas de uso terapêutico

Um belo dia, despretensiosamente, a gente descobre que um determinado óleo essencial (OE) é tudo o que faltava na nossa vida. Vai curar aquele problema de saúde que vem incomodando há tempos, vai resolver aquele sentimento que parece estar deslocado nesse coraçãozinho e promete até dar um jeito naquele traço de personalidade que a gente sabe que não é muito legal.

Aí a gente compra o OE de uma marca boa, lindão, vai supercontente pra casa… E então percebe que não sabe como usar o bendito!

Sacanagem, né?

Bom, para te ajudar nessa questão, preparamos essa tabelinha com as principais formas de uso dos OEs e como proceder em cada uma.

Utilize os OEs com sabedoria, eles são muito poderosos.

Lembre-se que há óleos que causam queimaduras em contato com o sol, outros que causam irritação na pele. Há OEs que te relaxam e outros que te aceleram. Regiões de mucosa e do rosto são mais sensíveis que o resto do corpo, crianças são mais sensíveis que adultos, bebês são hiper-sensíveis. Há vários pontos que se deve levar em consideração. Então, por favor, estude antes de usar os óleos essenciais, conheça os possíveis efeitos deles pra que a sua experiência com eles seja a melhor possível.

A Harmonie Aromaterapia NÃO recomenda a ingestão de óleo essencial.

Use produtos de boa qualidade. Dê preferencia para cremes neutros sem silicones e parafinas, que dificultam a aborção pela pele. Ao usar óleos vegetais, prefira os prensados a frio, que mantêm as propriedades da planta do qual é extraído.

Aqui na loja virtual da Harmonie você encontra além dos óleos vegetais e do creme, difusores pessoais, difusores de ambiente e toda a linha de óleos essenciais puríssimos.

Óleo essencial de Erva doce: brilho aos cabelos com reposição hormonal

Você sabia que as características do nosso cabelo têm muito a ver com nossos hormônios? Eles podem controlar, por exemplo, a oleosidade ou ressecamento dos fios, as pontas duplas, o quanto cai, a intensidade do brilho.

Nós, mulheres, vamos adquirindo experiência, idade, e é natural que os níveis de estrogênio diminuam. O estrogênio é formado por um grupo de hormônios que controlam várias características femininas, e com a alteração de níveis dos hormônios essas características também se alteram. E isso começa bem antes da menopausa, lá pelos trinta anos.

No início os sinais são discretos, e como normalmente nessa época da vida estamos correndo muito com trabalho e vida pessoal a mil, acabamos nem percebendo esses sinais. A pele começa a ficar mais seca, aparecem algumas rugas. E quando nos damos conta vemos que os nossos cabelos também já não são os mesmos, ficam mais ressecados, quebradiços, com menos vida.

Confira o que acontece com nossos cabelos de acordo com a faixa etária:

As mulheres, a idade e os cabelos

Em crianças normalmente o cabelo é mais fino. Com a puberdade e a interferência dos hormônios o cabelo tende a ficar mais denso.

Aos 20 anos o cabelo é perfeito, com cutículas íntegras e bem queratinizado. Problemas como queda de cabelo ocorrem somente em casos específicos como anemia, hipotiroidismo e estresse agudo.

Aos 30 anos já há um discreto afinamento dos fios, a cutícula começa a apresentar rachaduras e isso deixa as pontas mais secas.

Dos 40 aos 50 anos as taxas de estrogênio baixam muito, e isso gera mais afinamento e queda do cabelo. Muitas mulheres pintam o cabelo em função dos fios brancos, o que aumenta o estado geral de ressecamento.

Após os 60 anos as fragilidades individuais tendem a se acentuar. O cabelo fica muito fino, frágil e seco. Algumas mulheres apresentam a calvície senil. O estrogênio se mantém baixo e dificulta o crescimento e reposição capilar.

É o fim? Nãããao!!

Existe uma forma de retardar esses sinais, mantendo altos os níveis de estrogênio no corpo. Isso é possível com o uso do óleo essencial de Erva Doce (Foeniculum vulgare dulce).

Esse OE tem cerca de 75% da sua composição formada por Anetol, que é um composto que estimula a produção de estrogênio. E quando mantemos alta a atividade estrogênica aquelas nossas características voltam a ser como antes. Inclusive os cabelos.

Dica da Daiana

Para aproveitar os benefícios do OE de Erva Doce nos cabelos, prepare esse shampoo:

05 gotas de óleo essencial de erva doce * – Promove brilho

02 gotas de óleo essencial de alecrim – Estimula o crescimento capilar
07 gotas de óleo essencial de gerânio – Promove maciez e hidratação

*ATENÇÃO: usar mais gotas do que o indicado pode causar irritação e coceira no couro cabeludo devido ao componente anetol.

É possível aproveitar esses benefícios na pele também, com esse creme para o corpo:

100g de creme neutro Harmonie

05 gotas de óleo essencial de erva doce – Brilho e viço para a pele

10 gotas de óleo essencial de ylang ylang – Hidratação e maciez

05 gotas de óleo essencial de patchouli – Regeneração profunda

Use o creme  em todo o corpo, uma vez ao dia.

A Erva Doce, por ser um repositor hormonal feminino, atua em vários outros “setores” da vida da mulher. Mas isso é assunto para outra postagem.

Veja mais sobre a Erva Doce e viço da pele e cabelos nesse vídeo da Daiana no novo canal da Harmonie no YouTube.

Você encontra o OE de Erva Doce, as bases de shampoo e de creme, os outros óleos essenciais citados no texto e mais um monte de coisas aqui na loja on-line da Harmonie.

Para saber mais:

Dra. Denise Steiner – dermatologista

TABANCA, N. et al. Estrogenic Activity of Isolated Compounds and Essential Oils of Pimpinella Species from Turkey, Evaluated using a Recombinant Yeast Screen. Planta Med 2004; 70: 728-735.

http://www.freepik.com

Óleos essenciais x Florais

Quando falamos em óleos essenciais (OE) muitas pessoas perguntam se há similaridade entre eles e as essências florais (EF). Os florais e a aromaterapia são ambos terapias alternativas, mas a forma de fabricação de cada um, o modo de utilização, os meios para se chegar à cura, são muito diferentes. Porém um grande objetivo é compartilhado entre as duas terapias: o equilíbrio do ser, a busca por uma vida plena.

Nesse texto vamos conhecer algumas diferenças e similaridades entre eles.

O que são

Óleo essencial (OE) é uma substancia vital aromática encontrada em flores ou outras partes de uma planta. É uma mistura de diversos componentes que estão presentes no vegetal, e que depois de extraídos formam um composto extremamente concentrado.

Uma essência floral (EF) não tem aroma, perfume ou componente químico da planta. É uma impressão da força vital desse vegetal cujas vibrações sutis não são percebidas pelos cinco sentidos. É uma forma muito diluída de extrato de uma planta, feito normalmente em água, extremamente delicada.

 Como são preparados

Para a fabricação de um OE a planta passa por um processo de extração, que normalmente é feita por arraste a vapor ou prensagem a frio (no caso das frutas cítricas). Sua proporção na planta é muito pequena (0,1% a 1%, em média), e por isso normalmente se usa uma grande quantidade de matéria vegetal para sua fabricação.

No preparo de uma EF não se perturba a planta. Na maioria das vezes, se usa de uma a três flores em água pura para preparar o que se denomina de “essência mãe”, expondo esse preparado aos rais solares. A essência mãe é diluída posteriormente para preparar as essências estoque. Esse preparo é ritualístico, uma união especial entre o preparador e a “consciência” do reino da natureza.

Origens

O estudo terapêutico dos OEs é conhecido de longa data, já nos primórdios da medicina ayurvédica e chinesa. Grécia e Egito também documentaram usos ritualísticos de OE para saúde e espiritualidade, oferecendo-os aos deuses. Na história do cristianismo, é tamanha a importância dos aromas, que incenso e mirra são utilizados como presentes ao menino Jesus. Nos séculos XVI e XVII a terapia com aromas se propagou com o início das bases científicas. Na década de 1920, em meio ao boom da indústria farmacêutica, o químico francês René Gattefossé usou o termo aromaterapia pela primeira vez, estudando o potencial curativo dos OEs.

As EF foram desenvolvida pelo médico Edward Bach, na década de 1930, na Inglaterra, inspiradas nas clássicas tradições homeopáticas. Para o Dr. Bach, a personalidade da pessoa devia ser tratada, não a doença. A doença seria o resultado de um conflito entre a alma (Eu Superior – a parte mais perfeita do Ser) e a personalidade (Eu Inferior – o que nós somos, no nosso dia-a-dia).

Citações

Gattefossé, sobre a aromaterapia: “Além de suas propriedades anti-sépticas e bactericidas (…), os óleos essenciais possuem propriedades antitóxicas e antivirais, têm uma poderosa ação vitalizante, um inegável poder curativo e extensas propriedades terapêuticas. (…) Hoje, óleos essenciais enriquecem nosso olfato. Usamo-los ‘para o prazer’ e, inconscientemente, para a nossa saúde”.

Bach, sobre a terapia floral: “O sofrimento é mensageiro de uma lição, a alma envia a doença para nos corrigir e nos colocar no nosso caminho novamente. O mal nada mais é do que o bem fora do lugar. (…) O paciente de amanhã deve compreender que ele, e só ele, pode se aliviar do sofrimento, embora possa obter conselhos e ajuda“.

Mecanismo de ação

A aromaterapia se utiliza do aroma dos OEs para promover a cura. Através do olfato ou da absorção cutânea, moléculas de OE chegam ao sistêma límbico, ativando e equilibrando funções físicas, emocionais e vibracionais.

O objetivo da terapia floral é o equilíbrio das emoções. As essências florais são ferramentas para ajudar no processo de mudança e transformação de emoções negativas em neutras – e depois em positivas. A EF trabalha no campo vibracional, mas sua ação no corpo leva a mudanças físicas e emocionais.

Confira o resuminho na tabela abaixo:

OEs e EFs podem trabalhar juntos, atuando num sistema complexo e delicado, cuidando do corpo, dos pensamentos e da alma.

Lindo, né?

Você já teve experiências com florais e aromaterapia? Conta pra gente!

Trate suas inflamações com óleo essencial de Vetiver

O óleo essencial (OE) de Vetiver é muito famoso no oriente, sendo uma das estrelas na Medicina Ayurvedica. Por aqui ele ainda é pouco explorado. É obtido a partir de uma gramínea, a Vetiveria zizanioides, por extração a vapor de suas raízes.
Esse óleo é viscoso e pesado, tem aroma forte e marcante. Possui propriedades poderosas no combate a inflamações, é levemente analgésico, estimulante, antisséptico e fortalecedor do sistema imunológico.

O OE de Vetiver é um fantástico anti-inflamatório.

Ele traz ótimos resultados no tratamento de doenças reumáticas como artrite, bursite, neurite, gota e outros problemas. Ele age num primeiro momento como analgésico leve de poder relaxante. Até aí já estaria bom. Mas acontece que com o uso prolongado ele fortalece os músculos e os ossos, trata a causa da inflamação, diminuindo-a e pode até zerar o problema.

Qual a melhor forma de obter os benefícios do Vetiver?

Daiana Petry, fundadora da Harmonie Aromaterapia, sugere que em casos de crises, use-se um emplastro com argila, da seguinte forma:

3 colheres de argila roxa ou amarela

60ml de água morna

6 gotas de óleo essencial de Vetiver

Coloque em um recipiente a argila e a água morna, misturando até ficar homogêneo. Acrescente as gotinhas de OE, misture bem e aplique na região.

Deixe agir de 20 a 30 minutos e retire com água abundante.

Sugestão de uso: 1 vez por semana.

 

Outra opção é fazer um creme para uso contínuo:

100g de creme neutro

10 gotas de óleo essencial de vetiver

10 gotas de óleo essencial de lavanda

05 gotas de óleo essencial de hortelã pimenta

Misture todos os ingredientes em um recipiente preferencialmente de cerâmica ou vidro e armazene em um pote limpo. Use todos os dias nos locais afetados.

Esse OE também é eficiente no combate a dores musculares, nos joelhos, juntas, coluna e cabeça, além de tratar e prevenir cãibras. Auxilia no tratamento de problemas no sistema nervoso e de circulação, principalmente nos membros inferiores. Também é antisséptico e ajuda na regeneração da pele, tratando cicatrizes e queloides. Confira nesse outro texto.

Além desses benefícios físicos, há as vantagens emocionais e vibracionais que ele traz. Ao fazer um tratamento de Aromaterapia com Vetiver, você adquire mais firmeza, fortalece suas estruturas emocionais. Ele ajuda a superar situações de choque, medo, estresse e pânico.

SIM, os óleos essenciais são poderosos! Mas lembre-se de nunca substituir o tratamento alopático sem o conhecimento do seu médico.

Você pode adquirir o óleo essencial de Vetiver e o difusor pessoal na loja Harmonie.

Bibliografia

S.-T. Chou et al. Study of the chemical composition, antioxidant activity and anti-inflammatory activity of essential oil from Vetiveria zizanioides. Food Chemistry. 134 (2012) 262–268. Doi:10.1016.

Espinhas? Acabe com elas com a ajuda dos óleos essenciais

Durante muito tempo a relação entre comer chocolate e o aparecimento de espinhas era uma espécie de lenda urbana. Nossas mães e avós nos alertavam sobre isso, mas ao mesmo tempo os médicos falavam que não havia ligação entre as duas coisas.

Hoje já se sabe que há fundamento nisso, comer muito chocolate realmente causa espinha! Não pelo cacau em si, que contém muitos antioxidantes e minerais essenciais, mas por outros ingredientes como o leite, açúcar e a gordura. Então quanto mais amargo o chocolate que você escolher, maior a quantidade de cacau, e menores os problemas de espinha. =)

O processo da espinha

Agora, se você já está com as famosas marquinhas espalhadas pelo rosto, calma que vamos te ajudar nisso. Primeiro é preciso entender o que acontece.

O processo que desencadeia a acne funciona da seguinte forma: Nossos poros entopem com uma mistura de queratina em excesso (proteína fabricada pelo corpo) e restos de pele. As glândulas sebáceas estão sempre produzindo gordura para proteger a pele, mas com esse entupimento dos poros, a gordura acaba não conseguindo sair para a camada mais externa da pele e fica acumulada no poro, formando os cravos.

Em alguns cravos, as bactérias presentes se proliferam causando inflamação e acumulando pus, e assim se forma uma espinha. Nem todo cravo se transforma em espinha, mas toda espinha já foi um cravo.

A alta produção de sebo, que leva às espinhas, pode ser causada então pelo chocolate e por outros alimentos calóricos e com alto teor de gordura. Mas também pode ter causas genéticas ou ser provocada por questões hormonais, por isso é tão comum em adolescentes de ambos os sexos e em mulheres adultas.

Tipos de espinha

Existem dois tipos mais comuns de acne, e é importante saber onde você se encaixa pois cada uma tem causas e tratamentos diferentes.

Acne de adolescente

Essa é mais comum, causada pelo excesso de hormônios produzidos nessa fase da vida em meninos e meninas. Normalmente ela diminui com o passar dos anos. Essas espinhas aparecem em maior quantidade na região do nariz e testa.

Acne da mulher adulta

Surgem após os 30 anos, na chamada zona V, que é a região da mandíbula. Essas espinhas também estão relacionadas com a produção hormonal, aparecem por interações com pílulas anticoncepcionais, são relacionadas a gravidez ou a síndrome dos ovários policísticos. Outra causa apontada é o estresse, que leva a ansiedade e alterações de humor, liberando o hormônio cortisol, que provoca desequilíbrios no organismo. É a que mais deixa manchas.

Essas duas formas de acne também são intensificadas pelo padrão de dieta, logo o chocolate é um problema em ambas. Existem também outros tipos de acne, como a de fundo puramente emocional, a genética e até um tipo que se desenvolve em bebês.

Acne e os óleos essenciais.

Agora que você já sabe o tipo de acne que te atormenta, vamos conhecer os OEs que podem te ajudar a acabar com elas.

 

Como usar os óleos essenciais no tratamento de espinhas

Você vai precisar de:

100g de base – Sabonete líquido neutro ou gel neutro.

10 gotas de OE.

Escolha até três dos OEs citados acima, os que mais se adequaram ao seu caso. Esse número de gotas é total, você deve dividi-lo entre os OEs escolhidos. Adicione os OEs à base e misture bem.

O sabonete líquido é indicado para usar duas vezes por dia, lavando bem o rosto para deixá-lo livre de oleosidade. Se você lavar o rosto com água morna ainda ganha o benefício da abertura dos poros, que permitem que o OE seja absorvido de forma mais intensa.

O gel também pode ser usado duas vezes por dia, de preferência após lavar o rosto. Ele tem uma textura que não pesa na pele, não é oleosa e fica tratando a sua pele enquanto você está na sua rotina.

E agora que você já conhece o efeito dos OEs indicados para acne, pode substituir na receita os que sejam mais indicados para o seu caso.

Ficou com dúvida? Tem outras sugestões? Deixe um comentário pra gente.

 

Se quiser adquirir os óleos essenciais citados nesse texto, visite o site da Harmonie. Aqui você também encontra o sabonete e o gel neutros.

Quer saber muito mais sobre os óleos essenciais? Conheça a formação em aromaterapia da Harmonie.

 

Bibliografia:

BAUMANN, Leslie. Dermatologia Cosmética: princípios e prática. Rio de Janeiro: Revinter, 2004.

Dicas para evitar o aparecimento de espinhas. Disponível em: <https://drauziovarella.com.br/mulher-2/aparecimento-da-acne-esta-relacionada-com-alimentacao-e-desregulacao-hormonal/>

Conheça os benefícios da Sálvia para a mente

É natural com o avanço da idade o raciocínio ir ficando mais lento, começarmos a esquecer algumas coisas. Médicos recomendam ocupar a mente, ler, fazer palavras-cruzadas, tomar suplementos para o raciocínio.

Mas você sabe o que acontece com o cérebro que faz com que ele fique assim mais vagaroso? Sabe a diferença que há entre essa diminuição normal das capacidades do cérebro e a doença de Alzheimer? E quer conhecer um aliado forte para evitar que isso aconteça? Então continue a leitura.

O processo do pensamento

Os neurônios são as principais células do sistema nervoso. Para que nosso corpo execute qualquer ação é necessário que impulsos nervosos percorram um vasto caminho formado por bilhões de neurônios. Acontece que há um espaço entre os neurônios, eles não são ligados fisicamente. Então é necessário que o primeiro libere substâncias químicas que estimulem o neurônio seguinte, e assim o impulso nervoso passa de um para o outro, num evento chamado sinapse. A essas substâncias liberadas se dá o nome de neurotransmissores, que são fundamentais no processo. Eles são produzidos nos neurônios, usados na transmissão dos impulsos nervosos e, em seguida, são destruídos por enzimas, num ciclo perfeito.

O principal neurotransmissor do corpo humano é a Acetilcolina. Ela controla vários órgãos do corpo, ajuda no controle muscular, no aprendizado, na performance sexual, nas emoções. Os movimentos físicos e a memória só são possíveis pelo bom funcionamento dela.

E após o uso da acetilcolina para permitir o fluxo de um impulso nervoso, ela é automaticamente destruída por uma enzima, a Acetilcolinesterase.

Diminuição natural das capacidades x Alzheimer

Com a idade, é normal que o nosso corpo produza menos acetilcolina. E com isso aparece a falta de concentração e o esquecimento, além de outros sinais típicos da velhice.

Porém temos que atentar para não confundir esses probleminhas normais da idade com uma doença séria e silenciosa, o Alzheimer. O que ocorre com pacientes com essa doença é que os neurônios vão se degenerando. Com isso os níveis de acetilcolina caem muito mais do que o normal, e a rapidez de destruição dela fica maior do que a capacidade de fabricação. Os problemas gerados com isso – como a locomoção, pensamento, fala e até controle dos esfíncteres – são muito mais profundos do que os efeitos normais da velhice.

Como são os remédios para prevenir e combater esses problemas da mente

Para que o corpo mantenha os níveis saudáveis de acetilcolina é preciso incentivar a produção dela e principalmente diminuir a destruição dela pela acetilcolinesterase.

O corpo produz acetilcolina a partir dos nutrientes colina, lecitina, e DMAE, e vitamina C, B1, B5, e B6, e minerais zinco e cálcio. Alimentos que contenham esses elementos devem entrar no cardápio, e é possível também a suplementação deles.

Já para impedir a destruição das moléculas de acetilcolina são necessários elementos inibidores da acetilcolinesterase. Com essa função trabalham os medicamentos para o Alzheimer, porém sua eficácia ainda não é muito satisfatória.

Várias pesquisas promissoras vêm sendo feitas nesse sentido, com tratamentos farmacológicos e também com o uso de plantas e extratos naturais.

Onde entra a Sálvia nessa história

Pois a Sálvia é uma das plantas que mais vem se destacando na busca pela atenuação desses problemas de perda de memória e das faculdades cognitivas. Tanto os problemas causados naturalmente pela idade quanto os mais severos, como o Alzheimer.

O óleo essencial (OE) Sálvia possui inibidores potentes sobre a enzima acetilcolinesterase, e os testes clínicos já feitos com o OE de várias espécies dessa planta são animadores.

Ainda não há medicamentos à base de Sálvia para tratar desses problemas. Porém ela é popularmente conhecida na medicina ayurvédica e na medicina tradicional ocidental por sua habilidade de “revigorar os pensamentos”. Veja esses relatos e as datas de suas publicações:

“Esta planta (Sálvia) é singularmente eficaz para tratar os males da cabeça e do cérebro, vivifica os nervos e a memória “(João Gerard, 1597)

“Sálvia retarda o rápido progresso de decadência que pisa em nossos calcanhares tão rápido nos últimos anos da vida, preserva as faculdades da memória, que são mais valiosas para a mente racional do que a própria vida” (John Hill, 1756).

Na aromaterapia a Sálvia, entre outras propriedades, é um tônico mental, habilidade que é explicada por esses estudos recentes. Ela também promove os insights, que são aquela junção de ideias vagas que levam a uma conclusão clara de um assunto. E isso ocorre justamente porque ela promove o bom funcionamento das sinapses.

Então, quer dar uma turbinada no seu cérebro?

Uma das formas mais eficientes de fazer um OE chegar ao cérebro é através do olfato. A partir da inalação, as moléculas do que se está cheirando levam de 8 a 10 segundos para chegar ao sistema nervoso. Incrível, né?

Então para trazer os benefícios da Sálvia para a sua vida só é necessário um difusor pessoal e OE de Sálvia (Salvia sclarea). Faça um tratamento durante dois meses, todos os dias usando o difusor pessoal com uma gotinha do OE de Sálvia, e fique atento para sentir as diferenças.

Na loja virtual da Harmonie você encontra o difusor pessoal e o óleo essencial de Sálvia Esclaréia.

E se os óleos essenciais estão te encantando também, conheça nossos cursos de aromaterapia, com edições presenciais ou on-line.

Para saber mais:

ANDRADE et al. Atuação dos neurotransmissores na depressão. Revista de Ciências Farmacêuticas. V.1, n.1, A.6.

ENGELHARDT et al. Tratamento da doença de Alzheimer, Recomendações e sugestões do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Arq Neuropsiquiatr 2005;63(4):1104-1112.

PERRY, E.K. et al. Medicinal plants and Alzheimer’s disease: from ethnobotany to phytotherapy, Journal of Pharmacy and Pharmacology. V.51, n.5, p.527-34, 1999.

PERRY, N.S.L. et al. Salvia for dementia therapy: review of pharmacological activity and pilot tolerability clinical trial. Pharmacology, Biochemistry and Behaviour, v.75, n.3, p.651-9, 2003.  

Óleo essencial x Essência

Você sabe a diferença entre os dois? Na hora de comprar, como ter certeza de que você está adquirindo um produto de qualidade?

Se você tem algum interesse por óleos essenciais e já foi pesquisar sobre isso no comércio, provavelmente já passou por essa situação: Entra na loja, vê uns frasquinhos, pergunta se é óleo essencial (OE), o vendedor diz que sim e te mostra essências sintéticas. Muitas vezes a gente desconfia do rótulo, do preço, da cor, mas há situações em que é difícil mesmo saber se o produto é OE de verdade. Ainda mais se o vendedor é daquele que fica falando que o produto é muito bom, que há profissionais que usam há anos, que vende super-bem…

A pessoa que está vendendo provavelmente nem está agindo de má-fé. Ele só repassa informações (erradas) que recebeu. É bem comum que muita gente não se importe com a diferença entre OE e essência sintética. Mas nós que buscamos os óleos essenciais por conta dos seus benefícios terapêuticos precisamos ter a certeza de estarmos usando produtos puros e de qualidade.

Óleos essenciais são puros, completamente naturais, extraídos de plantas, flores, frutos, resinas, cascas e raízes de plantas. Eles são uma mistura complexa de componentes químicos com propriedades medicinais. Na aromaterapia os OEs agem na transformação de sentimentos e na regulação de funções orgânicas no nosso corpo, além de agir vibracionalmente também, trazendo integração para quem os utiliza.

As essências não possuem essa capacidade. No Brasil o termo essência normalmente se refere aos produtos sintéticos que imitam os aromas naturais. Por não possuir a complexidade de moléculas de um OE, normalmente o seu aroma é mais simples, digamos assim, sem as nuances e o desenvolvimento de aromas que há em um óleo essencial. São produtos artificiais. Elas imitam o aroma dos OEs, e não fazem nada mais. Não possuem benefícios terapêuticos.

As essências sintéticas não devem em hipótese alguma substituir os OEs em formulações terapêuticas. Elas não terão efeito benéfico, podendo ainda causar problemas de irritação e alergia.


Como identificar um óleo essencial

Sendo assim, percebe-se que é importante saber diferenciar um óleo essencial de uma essência. E essa tarefa pode ser mais simples do que você imagina. Normalmente só é preciso ler o rótulo. Veja se nos seus frasquinhos de OE é possível encontrar as seguintes informações.

Nome científico

No rótulo da embalagem, abaixo do nome comercial do OE, sempre deve aparecer o nome botânico ou científico do produto.

No OE de Lavanda, por exemplo, o rótulo também deve mostrar seu nome científico: Lavandula officinalis. Normalmente nos rótulos das essências não consta o nome científico da planta, apenas o nome popular. Já é um indicativo.

País de origem

Dois OEs, mesmo sendo da mesma espécie de planta, podem ser completamente diferentes em composição química, somente em função do local onde a planta foi produzida. Por isso, por exemplo, que a lavanda francesa é tão famosa, você nunca conseguirá os mesmos efeitos plantando ela em casa, aqui no Brasil. Sabendo dessas particularidades, as empresas identificam no rótulo a origem de cada OE, já que as propriedades terapêuticas podem variar tanto.


Composição

Deve ser apenas o nome cientíco da planta, a indicação da parte utilizada (flor, folhas, casca, etc. Opcional) e no final o termo “oil”. É comum que esses dois últimos termos estejam em inglês.

EX: Óleo essencial de lavanda

Nome científico: Lavandula Officinalis

Composição (comp): Lavandula officinalis flower oil.

Caso você encontre na composição: Lavandula officinalis flower oil e Mineral Oil, o produto entra na classificação de essência, pois é extremamente diluído e contém derivados de petróleo, sendo ineficaz para a utilização terapêutica.

Registro na ANVISA

Algumas marcas de essências possuem registro na anvisa, outras não. Mas óleos essenciais obrigatoriamente necessitam desse registro.


Endereço e CNPJ da empresa

Os consumidores devem ter livre acesso a essas informações para que a comunicação com a empresa seja fácil.


Modo de usar

A forma de utilização deve ser apresentada no rótulo do óleo essencial, para instruir e evitar superdosagens. Já as essências raramente apresentam essa informação.

Preço

Outro indicador importante, que não está no rótulo, é o valor do produto. Óleos essenciais custam, em média, entre R$ 15,00 e R$ 70 – cada 10 ml – com raras exceções, como o óleo essencial de Rosas, que chega a custar R$120 cada 2 ml de produto. As essências, por sua vez, possuem um valor mais baixo – cerca de R$10 cada 10 ml de produto.

A quantidade de planta necessária para a produção de um OE varia de espécie para espécie, e o trabalho de plantio de cada uma e preparo para a destilação também é diverso. Então cada OE tem um preço. Se ao chegar em lugar para comprar OE todos os aromas estiverem com o mesmo preço, desconfie.


Conhecer os produtos possíveis.

Não existe OE de frutas como morango, banana, abacaxi, kiwi. Apenas algumas frutas cítricas como laranja e limão nos fornecem OE, extraído da casca. OEs de flores como violeta também não existem, destas são feitos Absolutos, que é outro processo de recolhimento de aroma. Se a marca em que você está interessado comercializa produtos assim, sinal de que ela não é de confiança.


Resumo:

Se o produto oferecido não possuir alguma das informações acima, cuidado! Saiba que você pode levar para casa uma essência sintética ou um óleo essencial adulterado.

Por isso é importante que você pesquise, converse com pessoas do ramo, conheça as marcas que comercializam OEs no Brasil e tire suas conclusões para definir as que são comprometidas com a qualidade do produto, criando a sua própria seleção de empresas confiáveis.

Rejuvenesça com o Tônico de Alecrim

Nos conta a história que lá no século XIII, a Rainha da Hungria, Elisabeth da Polônia (1305 – 1380), chegando na velhice, sofria muito com o reumatismo. Tinha dores horríveis pelo corpo, estava ficando com pés e mãos deformados e não conseguia mais manter a coluna ereta, postura que se esperava de uma mulher tão nobre. Além disso, o rosto da rainha vinha sentindo a ação do tempo muito rapidamente, e em pouco tempo ela perdeu a beleza juvenil.

Afresco que retrata a rainha com seus filhos

Vendo o sofrimento da rainha, o alquimista da corte desenvolveu um tônico feito com alecrim, álcool e outras ervas e frutas cítricas.

O remédio deu tão certo que, além de curar as dores da rainha, ela voltou a ter sua postura altiva e rejuvenesceu! A idade foi chegando para a rainha, mas contrariando a natureza ela se tornava cada vez mais jovem.

Logo a história se espalhou e todas as senhoras da realeza passaram a usar o tônico milagroso, que ficou conhecido como a Água da Rainha da Hungria.

O tônico tinha poder para eliminar rugas, manter a pele fresca e combater o envelhecimento, além de prevenir o aparecimento de diversas doenças. Para utilizá-lo, bastava inalar seu cheiro ou usá-lo como uma colônia, passando na pele, e aproveitar o aroma fresco e agradável. Ele foi o primeiro perfume feito com álcool que se tem notícia.

O poder do alecrim

Naquela época o Alecrim já era um famoso remédio natural, e se tinha alguma noção sobre seu poder antisséptico e anti-inflamatório.

Hoje é possível comprovar cientificamente a capacidade rejuvenescedora do Alecrim. Pesquisas mostram que ele é capaz de reconstruir a pele! Isso acontece porque ele age nos chamados Fibroblastos, que é a principal célula da derme. Os fibroblastos são responsáveis pela fabricação do colágeno e da elastina, que são as proteínas que dão elasticidade e firmeza para a nossa pele.

Após os 25 anos, os fibroblastos começam a diminuir sua atividade, fabricando menos proteínas, e a pele vai envelhecendo gradativamente, num processo natural.

Porém, o alecrim tem uma inacreditável capacidade reconstrutora da pele. Ele faz com que os fibroblastos voltem a ser plenamente ativos, produzindo colágeno e elastina em grande quantidade e a pele volta a ficar tonificada, elástica e viçosa.

Parece muito bom pra ser verdade?

 

Faça você mesma

Daiana Petry, fundadora da Harmonie, dá a dica desse tônico para o rosto baseado na Água da Rainha da Hungria. Siga essa receitinha e sinta os benefícios do alecrim na sua pele.

10 mL de álcool de cereais

7 gotas de OE de alecrim

5 gotas de OE de hortelã pimenta

3 gotas de OE de eucalipto

90 mL de água termal ou água destilada

Acrescente os óleos essenciais no álcool de cereais, misture, e em seguida adicione a água. Coloque em um frasco com spray e passe no rosto uma ou duas vezes por dia.

Na loja Harmonie você encontra os óleos essenciais 100% puros para fazer esse elixir milagroso. Confira aqui.

Quer saber muito mais sobre óleos essenciais? A Harmonie oferece o curso de formação em aromaterapia, que pode ser presencial ou online. Clique aqui e confira.

Bibliografia:

JUNQUEIRA, L; CARNEIRO, J. Histologia Básica, Guanabara koogan, 2004.

MARTIN, R. Et al. Photoprotective effect of a water-soluble extract of Rosmarinus officinalis L. against UV-induced matrix metalloproteinase-1 in human dermal fibroblasts and reconstructed skin. European Journal of Dermatology. Volume 18, n. 2, march-april 2008.