Conheça os benefícios da Sálvia para a mente

É natural com o avanço da idade o raciocínio ir ficando mais lento, começarmos a esquecer algumas coisas. Médicos recomendam ocupar a mente, ler, fazer palavras-cruzadas, tomar suplementos para o raciocínio.

Mas você sabe o que acontece com o cérebro que faz com que ele fique assim mais vagaroso? Sabe a diferença que há entre essa diminuição normal das capacidades do cérebro e a doença de Alzheimer? E quer conhecer um aliado forte para evitar que isso aconteça? Então continue a leitura.

O processo do pensamento

Os neurônios são as principais células do sistema nervoso. Para que nosso corpo execute qualquer ação é necessário que impulsos nervosos percorram um vasto caminho formado por bilhões de neurônios. Acontece que há um espaço entre os neurônios, eles não são ligados fisicamente. Então é necessário que o primeiro libere substâncias químicas que estimulem o neurônio seguinte, e assim o impulso nervoso passa de um para o outro, num evento chamado sinapse. A essas substâncias liberadas se dá o nome de neurotransmissores, que são fundamentais no processo. Eles são produzidos nos neurônios, usados na transmissão dos impulsos nervosos e, em seguida, são destruídos por enzimas, num ciclo perfeito.

O principal neurotransmissor do corpo humano é a Acetilcolina. Ela controla vários órgãos do corpo, ajuda no controle muscular, no aprendizado, na performance sexual, nas emoções. Os movimentos físicos e a memória só são possíveis pelo bom funcionamento dela.

E após o uso da acetilcolina para permitir o fluxo de um impulso nervoso, ela é automaticamente destruída por uma enzima, a Acetilcolinesterase.

Diminuição natural das capacidades x Alzheimer

Com a idade, é normal que o nosso corpo produza menos acetilcolina. E com isso aparece a falta de concentração e o esquecimento, além de outros sinais típicos da velhice.

Porém temos que atentar para não confundir esses probleminhas normais da idade com uma doença séria e silenciosa, o Alzheimer. O que ocorre com pacientes com essa doença é que os neurônios vão se degenerando. Com isso os níveis de acetilcolina caem muito mais do que o normal, e a rapidez de destruição dela fica maior do que a capacidade de fabricação. Os problemas gerados com isso – como a locomoção, pensamento, fala e até controle dos esfíncteres – são muito mais profundos do que os efeitos normais da velhice.

Como são os remédios para prevenir e combater esses problemas da mente

Para que o corpo mantenha os níveis saudáveis de acetilcolina é preciso incentivar a produção dela e principalmente diminuir a destruição dela pela acetilcolinesterase.

O corpo produz acetilcolina a partir dos nutrientes colina, lecitina, e DMAE, e vitamina C, B1, B5, e B6, e minerais zinco e cálcio. Alimentos que contenham esses elementos devem entrar no cardápio, e é possível também a suplementação deles.

Já para impedir a destruição das moléculas de acetilcolina são necessários elementos inibidores da acetilcolinesterase. Com essa função trabalham os medicamentos para o Alzheimer, porém sua eficácia ainda não é muito satisfatória.

Várias pesquisas promissoras vêm sendo feitas nesse sentido, com tratamentos farmacológicos e também com o uso de plantas e extratos naturais.

Onde entra a Sálvia nessa história

Pois a Sálvia é uma das plantas que mais vem se destacando na busca pela atenuação desses problemas de perda de memória e das faculdades cognitivas. Tanto os problemas causados naturalmente pela idade quanto os mais severos, como o Alzheimer.

O óleo essencial (OE) Sálvia possui inibidores potentes sobre a enzima acetilcolinesterase, e os testes clínicos já feitos com o OE de várias espécies dessa planta são animadores.

Ainda não há medicamentos à base de Sálvia para tratar desses problemas. Porém ela é popularmente conhecida na medicina ayurvédica e na medicina tradicional ocidental por sua habilidade de “revigorar os pensamentos”. Veja esses relatos e as datas de suas publicações:

“Esta planta (Sálvia) é singularmente eficaz para tratar os males da cabeça e do cérebro, vivifica os nervos e a memória “(João Gerard, 1597)

“Sálvia retarda o rápido progresso de decadência que pisa em nossos calcanhares tão rápido nos últimos anos da vida, preserva as faculdades da memória, que são mais valiosas para a mente racional do que a própria vida” (John Hill, 1756).

Na aromaterapia a Sálvia, entre outras propriedades, é um tônico mental, habilidade que é explicada por esses estudos recentes. Ela também promove os insights, que são aquela junção de ideias vagas que levam a uma conclusão clara de um assunto. E isso ocorre justamente porque ela promove o bom funcionamento das sinapses.

Então, quer dar uma turbinada no seu cérebro?

Uma das formas mais eficientes de fazer um OE chegar ao cérebro é através do olfato. A partir da inalação, as moléculas do que se está cheirando levam de 8 a 10 segundos para chegar ao sistema nervoso. Incrível, né?

Então para trazer os benefícios da Sálvia para a sua vida só é necessário um difusor pessoal e OE de Sálvia (Salvia sclarea). Faça um tratamento durante dois meses, todos os dias usando o difusor pessoal com uma gotinha do OE de Sálvia, e fique atento para sentir as diferenças.

Na loja virtual da Harmonie você encontra o difusor pessoal e o óleo essencial de Sálvia Esclaréia.

E se os óleos essenciais estão te encantando também, conheça nossos cursos de aromaterapia, com edições presenciais ou on-line.

Para saber mais:

ANDRADE et al. Atuação dos neurotransmissores na depressão. Revista de Ciências Farmacêuticas. V.1, n.1, A.6.

ENGELHARDT et al. Tratamento da doença de Alzheimer, Recomendações e sugestões do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Arq Neuropsiquiatr 2005;63(4):1104-1112.

PERRY, E.K. et al. Medicinal plants and Alzheimer’s disease: from ethnobotany to phytotherapy, Journal of Pharmacy and Pharmacology. V.51, n.5, p.527-34, 1999.

PERRY, N.S.L. et al. Salvia for dementia therapy: review of pharmacological activity and pilot tolerability clinical trial. Pharmacology, Biochemistry and Behaviour, v.75, n.3, p.651-9, 2003.  

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