Foco, concentração e o TDAH

Você sabe a diferença entre a falta de foco e a de concentração? E sabe porque algumas vezes a falta de concentração é diagnosticada como TDAH? Continue a leitura e descubra também algumas pequenas atitudes que você pode tomar para ajudar as crianças a superar esses obstáculos.

Nesse mês das crianças preparamos uma série de artigos e lives para que possamos conversar sobre algumas questões da infância. Se você não viu o primeiro capítulo, clique aqui.

Foco e concentração

Vamos começar com os conceitos. A concentração é a habilidade de se manter atento a uma determinada atividade por um certo período contínuo e consistente. Já o foco é mais específico, uma atenção seletiva a um determinado alvo. Então, como exemplo, posso dizer que estou concentrada nos estudos, porém vou focar minha atenção nesse determinado conceito que ainda não domino para a prova de amanhã. Ou que estou concentrada há algumas horas dirigindo o meu carro em uma viagem, e vou ter foco agora para encontrar uma rua que não conheço.

Dificuldades em manter a atenção e ter foco causam aborrecimentos para as crianças a curto prazo e, se não sanados podem causar prejuízos até na vida adulta. Nesse ponto a terapia com OEs pode ajudar muito, pois caso seja apenas um hábito novo ou uma situação momentânea, as crianças naturalmente são mais rápidas para incorporar mudanças.

Um óleo essencial indicado para essa questão é o de vetiver. Ele gerencia os pensamentos e intensifica a percepção de estar vivendo o momento presente.

Além dele, o óleo essencial de cedro também pode trazer resultados positivos. Esse óleo essencial, ao mesmo tempo que traz a sensação de aterramento, de atenção ao momento presente, também mexe com o mental, expandindo a consciência e promovendo a atenção. E com isso promove a estabilidade emocional.

Lembre-se de que todas as interferências terapêuticas em crianças devem ser feitas com muita atenção na administração. Carinho e respeito também são fundamentais. Atitudes autoritárias tendem a não ter uma boa repercussão.

Quando entra o TDAH

O Transtorno de Deficit de Atenção com Hiperatividade, mais conhecido pela sigla TDAH, é uma alteração no cérebro que envolve falta de atenção, hiperatividade, comportamento impulsivo, ou todos esses três sintomas.

Vamos deixar algo bem claro aqui: Uma criança é um universo. Antes de procurar encaixar a criança em um diagnóstico há muitas coisas a serem feitas. Preste atenção a ela, converse, analise sua história, possíveis traumas, sofrimentos, angústias. As características apresentadas podem ser apenas um reflexo do que ela já experienciou. Crianças entendem muitas coisas que nós, adultos, achamos que não. Elas percebem as situações, são sensíveis, intuitivas.

E outra coisa: Só quem pode dar um diagnóstico seguro é um médico, que pode ser psiquiatra, neuropsiquiatra, neuropediatra, neurologista, pediatra ou qualquer outro profissional de saúde mental, desde que seja especialista em TDAH. Então, nada de sair por aí dizendo que alguém tem esse transtorno só porque os sintomas combinam.

Ok? ok. Prossigamos.

O peso do diagnóstico

Algo que considero de grande valia é frisar o quanto dói um diagnóstico médico. No momento em que alguém coloca um carimbo na sua testa com o nome do problema que você tem é como se todas as suas células se convencessem disso, e vão retroalimentar o problema e o peso de tê-lo. Com crianças isso se torna ainda mais difícil quando a tendência dos adultos é se apiedar e olhar para esse diagnóstico antes de enxergar os olhos da criança.

É preciso trabalhar essa questão no plano mental. O estigma certas vezes pesa mais do que o transtorno em si. Não estamos aqui desqualificando os diagnósticos, pelo contrário, eles são muito necessários e são uma grande ferramenta na busca da cura. O que queremos dizer é que crianças são crianças, e isso vem primeiro do que qualquer rótulo, do que qualquer diagnóstico. Nesse caso, olhe para ela como criança que é, não como uma portadora de TDAH. Isso ajudará demais no progresso saudável da sua jornada.

Ajudinha em gotas

Como sempre aqui nos textos do blog, segue um compilado de dicas de aromaterapia.

Para um tratamento complementar da criança com TDAH, é necessário levar em consideração também os fatores que contribuíram para o surgimento do transtorno.

Existe um componente, em alguns óleos essenciais, que é especial para casos de hiperatividade. É o mirceno, uma molécula capaz de reduzir a impulsividade, a agitação mental, a ansiedade e até casos de convulsão. Essa molécula é encontrada em alguns óleos essenciais, como o olíbano, a tangerina e a manjerona. O olíbano promove uma concentração superior, é capaz de elevar a mente a estados meditativos. A tangerina, como os cítricos em geral, é um óleo essencial solar, traz a alegria de viver; também reduz ansiedade e irritabilidade e pode melhorar a qualidade do sono. Já o óleo essencial de manjerona diminui estresse e irritabilidade, acalma e promove a concentração, sendo também um tratamento eficiente para TDAH.

Além desses óleos essenciais, não pode faltar nessa lista o nosso queridinho, o óleo essencial de lavanda. Ele acalma, clareia os pensamentos e aconchega, promovendo mais autocontrole e entendimento da situação.

Cada óleo essencial atua de várias formas, é um mundo de possibilidades. Aqui mostramos um pequeno resumo do que cada um desses escolhidos é capaz de fazer nos casos específicos dos quais estamos falando. Eles ajudam muito, claro, mas para um tratamento mais específico e aprofundado, consulte um aromaterapeuta. E nunca, nunca mesmo, pare com tratamentos alopáticos por conta própria, a terapia com óleos essenciais é complementar.

Os óleos essenciais citados nesse texto você encontra aqui na nossa loja virtual.

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